Antes da cirurgia: o que preparar
Interrompa o uso de aspirina, ibuprofeno, naproxeno e anticoagulantes entre 10 e 14 dias antes. Interrompa o uso de óleo de peixe, vitamina E, ginseng e ginkgo. É preciso parar de fumar e usar cigarros eletrônicos 4 semanas antes e até 6 semanas depois; a nicotina destrói a gordura enxertada ao restringir o fluxo sanguíneo, e a taxa de sobrevivência do enxerto em fumantes pode ser metade da observada em não fumantes. O peso corporal deve estar estável ou próximo do peso ideal. Compre a cinta de compressão indicada pela clínica para a área doadora. Para enxertos nas nádegas, compre uma almofada especial em forma de rosca ou cunha para que você possa sentar-se sem exercer pressão sobre o enxerto. Use roupas escuras e folgadas durante a primeira semana.
O dia da cirurgia
O enxerto de gordura é realizado sob anestesia geral ou sedação, dependendo do volume, tem duração de 2 a 4 horas e, na maioria dos casos, o paciente recebe alta no mesmo dia. Ao acordar, o paciente terá uma cinta compressiva sobre a área doadora, pequenos curativos sobre a área receptora e sentirá dor em ambas as regiões; a área doadora dará a sensação de ter sido submetida a um treino intenso, enquanto a área receptora estará inchada e com hematomas.
Dias 1–3: pico do inchaço
A dor na área doadora é moderada, enquanto a sensibilidade na área receptora é leve a moderada. Use a cinta de compressão sobre a área doadora continuamente. Evite pressionar a área receptora; não durma sobre ela nem se sente sobre ela no caso de enxertos nas nádegas (são necessárias almofadas especiais, e muitos cirurgiões restringem a posição sentada por duas semanas). Aplique compressas frias nas áreas receptoras faciais durante as primeiras 48 horas.
Semana 1: retirada dos pontos, os hematomas vão desaparecendo
Retorno ao trabalho entre o terceiro e o sétimo dia, dependendo da área receptora. Os enxertos faciais causam inchaço e hematomas significativos durante a primeira semana; os enxertos nos seios ou nos glúteos causam inchaço que fica oculto sob a roupa. A cinta compressiva deve continuar sendo usada na área doadora. A área receptora parece excessivamente preenchida, geralmente com 30 a 50% a mais de volume do que o resultado final, pois o cirurgião realiza um enxerto com volume extra para compensar a reabsorção.
Semanas 2 a 4: de volta ao público
Os hematomas no local doador desaparecem ao longo da segunda semana. O inchaço no local receptor diminui e o volume aparente reduz-se à medida que o líquido é reabsorvido. Não aplique compressas frias nem faça massagens em enxertos mamários ou glúteos (ao contrário dos enxertos faciais), pois a vascularização inicial é frágil e a pressão ou as mudanças de temperatura podem prejudicar a integração do enxerto. O aspecto excessivamente volumoso começa a estabilizar-se, aproximando-se do volume final. A proibição de dormir ou sentar-se sobre os enxertos nas nádegas se estende pela 2ª à 4ª semana, dependendo do cirurgião. Caminhadas leves a partir do 1º dia; a retomada total dos exercícios ocorre por volta da 3ª à 4ª semana.
Meses 2–3: o inchaço desaparece
A fixação do enxerto é determinada nos primeiros 3 meses; a gordura que sobreviver até o terceiro mês permanecerá em grande parte, enquanto a gordura que foi reabsorvida desaparecerá. O volume observado no terceiro mês é, aproximadamente, o que você manterá. Caso tenha ocorrido uma reabsorção significativa, uma segunda sessão de enxerto pode ser agendada a partir do sexto mês, no mínimo.
Meses 6 a 12: o resultado final
O volume final se estabiliza por volta do terceiro mês e sofre pequenas alterações até o sexto mês. A gordura enxertada se comporta como a gordura normal: se você ganhar peso, a área enxertada aumenta junto com você; se perder peso, ela encolhe. É por isso que as pacientes devem estar com o peso corporal estabilizado antes do procedimento. A taxa de sobrevivência do enxerto a longo prazo, após 12 meses, é alta; o volume presente no sexto mês permanece estável por anos. Especificamente para o enxerto de gordura mamária, o enxerto pode causar calcificações que aparecem em mamografias futuras; sempre informe ao radiologista que você fez um enxerto de gordura mamária para que as imagens sejam interpretadas corretamente. Pequenos nódulos palpáveis (cistos de óleo ou necrose gordurosa) são um risco conhecido de transferências de maior volume; a maioria é benigna, mas novos nódulos devem ser avaliados por ultrassom.
Sinais de alerta: quando entrar em contato com a clínica
Ligue para a clínica no mesmo dia se apresentar: febre acima de 38,5 °C, inchaço repentino, firme e doloroso no local doador ou receptor, pus ou secreção amarelada, vermelhidão crescente, pele na área tratada que fique com coloração esbranquiçada ou preta, ou falta de ar. Procure um pronto-socorro imediatamente em caso de: falta de ar combinada com dor no peito; a embolia gordurosa é rara, mas grave, e se manifesta como dificuldade respiratória repentina e dor no peito; o período de risco se estende até 72 horas após a cirurgia, não apenas nas primeiras 24 horas. O enxerto de gordura nos glúteos (BBL) apresenta a maior taxa de mortalidade entre todos os procedimentos cosméticos, pois a gordura pode ser inadvertidamente injetada nas veias musculares profundas; os protocolos modernos injetam apenas no plano subcutâneo e evitam totalmente o músculo glúteo. Confirme com qualquer cirurgião que ofereça BBL se ele segue a injeção exclusivamente subcutânea. O mesmo vale para inchaço e dor unilateral na perna (TVP). Hematomas de rotina em ambos os locais, a aparência de excesso de volume no local receptor e a redução da sensibilidade não são sinais de alerta.